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O que são vacinas?


O que são vacinas?


Vacinas são utilizadas para estimular o sistema imune a montar uma resposta efetiva contra doenças infecciosas causadas por vírus, bactérias, fungos ou protozoários. Elas podem ser feitas com o agente infeccioso inativado (morto) ou atenuado (o vírus é enfraquecido, perdendo a capacidade de causar danos às nossas células mas mantendo a capacidade de “acordar” e ativar o sistema imune). Outras vacinas ainda podem conter apenas partes dos agentes infecciosos como proteínas ou material genético - o famoso DNA e RNA. Por fim, há também vacinas baseadas em vetores virais, onde um vírus modificado e incapaz de causar doenças é utilizado como carregador de partes do agente infeccioso de interesse para o sistema imune iniciar sua resposta.


As vacinas são as grandes responsáveis pelo aumento na expectativa de vida da população e pela erradicação de diversas doenças. A OMS (Organização Mundial da Saúde) calcula que cerca de 3 milhões de pessoas sejam salvas anualmente pelas vacinas. No entanto, as vacinas devem ser aplicadas em uma quantidade determinada de pessoas para que sejam eficazes no controle das doenças infecciosas. Essa quantidade depende do agente infeccioso e da estratégia utilizada para fazer a vacina. Por exemplo, em torno de 95% da população precisa ser vacinada para que o sarampo seja controlado. No caso da Poliomielite, 80% da população vacinada já é suficiente para controlar a doença. Portanto, a vacinação é um compromisso do indivíduo não só com a própria saúde, mas com a saúde da sua família e da sociedade, uma vez que, ao se vacinar, ele não está apenas protegendo a si, mas também está protegendo pessoas que, por alguma razão, não podem tomar as vacinas, como grávidas e pessoas com câncer. Chamamos essa proteção indireta de imunidade de grupo - ou mais conhecida hoje em dia como imunidade de rebanho.


Apesar de nos beneficiarmos das vacinas há muitos anos, elas nunca foram tão desejadas como nesse momento da Pandemia causada pelo SARS-Cov-2. Afinal de contas, as vacinas representam as nossas “portas abertas” e o “correr para o abraço” que tanto aguardamos desde o ano passado. Mas vale lembrar: tomar a vacina não anula os cuidados que devem ser tomados constantemente! Por isso, mesmo depois de imunizados, é de grande importância continuarmos usando máscaras e álcool em gel, lavando as mãos e evitando aglomerações até que a transmissão do vírus esteja sob controle.




E como são feitas as vacinas contra a COVID-19?


Vamos falar das principais estratégias utilizadas no desenvolvimento de vacinas contra o SARS-Cov 2, especialmente aquelas que provavelmente chegarão primeiro no Brasil:


1- Vírus inativado (morto):

A vacina da Sinovac/Butantan - a Coronavac - é feita com o vírus SARS-Cov2 inativado. Aprovada pela ANVISA para uso emergencial no Brasil. É uma vacina muito segura, uma vez que não foram relatados nenhum efeito colateral grave em quase 10.000 pessoas que participaram dos testes. Tem uma eficácia global de 50,4%, ou seja, se duas pessoas entrarem em contato com o vírus e uma tiver tomado a vacina e a outra não, quem tomou a vacina tem 50,4% menos chance de desenvolver COVID do que comparado a pessoa que não tomou. Além de proteger a população, essa vacina é uma grande aliada na luta contra o colapso no sistema de saúde e a superlotação de hospitais.


2- Vetores virais:

A vacina da Oxford/AstraZeneca, apesar de também ter sido aprovada pela ANVISA para uso emergencial no Brasil, ainda precisa de material para ser produzida pela FIOCRUZ, assim como a Coronavac, que também está precisando desses materiais. Essa vacina utiliza um adenovírus (vírus comum) de chimpanzé modificado para carregar a proteína Spike do SARS-Cov-2. A proteína Spike é a responsável pela entrada do vírus nas nossas células. Assim, essa estratégia faz com que o nosso corpo produza anticorpos, e outras células importantes, contra essa proteína do vírus, o que impedirá que ele invada nossas células, no caso de uma infecção. Essa vacina teve um índice de eficácia contra sintomas leves a graves da doença de 70,4%.


3-Vacinas de RNA:

As vacinas da Pfizer e da Moderna utilizam o RNA do vírus envolto em uma cápsula de lipídeos que permite a entrega desse material dentro da célula do indivíduo. Essa tecnologia é inédita e a sua eficácia obtida nos estudos foi bem alta, em torno de 95%.


Mas então a vacina da Pfizer é melhor?

Não podemos dizer isso, uma vez que os parâmetros usados para testar e estabelecer critérios para avaliar essas vacinas não são iguais. Por exemplo, apenas a vacina Coronavac foi testada exclusivamente em profissionais da saúde, com alta exposição ao vírus.



OK, e qual vacina devo tomar?

A primeira vacina que estiver disponível para a sua faixa etária/grupo. Lembrando que o calendário de vacinação aprovado até agora leva em conta apenas profissionais da saúde, indígenas, quilombolas e idosos. De qualquer forma, a única maneira de acabarmos com a Pandemia será por meio da vacinação. Portanto, vacinem-se e estejam atentos e ajudem a combater qualquer “fake news” que apoia os movimentos anti-vacinação.



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